Não querendo entrar na interminável discussão do que leva ao vandalismo, mas eu acho que nessa história não existem inocentes.
Memória destruída
Milhares de pessoas circulam diariamente pelas ruas do Centro de Rio Preto. Estariam cegas em seus cotidianos atribulados ou sem referências para um olhar mais atento à história da cidade?
No momento em que Rio Preto se mobiliza para eleger as Sete Maravilhas é oportuno discutir seu passado.
No afã de crescer, edifícios emblemáticos foram postos ao chão para a construção de outros considerados mais modernos.
Monumentos desapareceram ou foram alvo de puro vandalismo.
Maravilhas destruídas. Ruínas de uma história.
A geração atual e as futuras terão pouco para ver dos monumentos doados para Rio Preto na comemoração do cinqüentenário de emancipação da cidade, em 19 de julho de 1944.
Do busto em bronze de Duque de Caxias – doado pelos armênios – ficou apenas a armação e a placa.
Em 1944, ele ganhou local de destaque na praça Rui Barbosa, em frente ao hotel Itamarati, antigo edifício Caramuru.
Na década de 1970, foi transportado para as margens da Represa (a uma quadra do Palácio das Águas) para então desaparecer por completo. Os pedestal vazio ainda se encontra no local.
Até a década de 1990, quem passava pelo cruzamento das ruas Tiradentes com Voluntários de São Paulo, via na esquina uma obra em mosaico do artista plástico surrealista Antônio Vargas, presente de um filho a Rio Preto.
“Inexplicavelmente a obra amanheceu no chão”, diz o historiador Agostinho Brandi, sem entrar em detalhes. O painel foi destruído durante a madrugada.
Da obra não restou quase nada, apenas uma fotocópia que fica no Arquivo Público Municipal.
A estátua de Rui Barbosa, instalada na praça de mesmo nome, também data do cinqüentenário de Rio Preto.
Continua lá, mas o óculos foi quebrado.
Não dá para arriscar quem teria maculado o patrimônio histórico da cidade e nem a razão para até hoje permanecer sem reparos.
O vandalismo também vitimou o globo terrestre instalado na praça Cívica.
A placa que explica em homenagem a quem ou a que ele foi erguido está cortada. Restou apenas “Monumento à”. A obra foi doada a Rio Preto pelo Conselho de Pastores e a homenagem é feita à bíblia.
Os passos podem ser apressados, mas é preciso olhar para o passado para prognosticar o futuro.
Fonte: Bom Dia S. J. Rio Preto
sábado, 11 de agosto de 2007
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